Aspartame
O aspartamo é um adoçante/ edulcorante utilizado para substituir
o açúcar comum. Ele tem maior poder de adoçar (cerca
de 200 vezes mais doce que a sacarose) e é menos denso. O aspartamo
geralmente é vendido junto com outros produtos. É o adoçante
mais utilizado em bebidas.
O aspartamo é consumido por mais de 200 milhões de pessoas,
em todo o mundo e está presente em mais de 6000 produtos. [1]
Segundo a nomenclatura Europeia, o aspartamo corresponde ao edulcorante E
951.[2]
A ingestão diária aceitável (ADI) de aspartamo, na Europa,
é de 40mg/kg de peso corporal. Nos EUA é de 50mg/kg.[3]
Estrutura química
Quimicamente, o aspartamo é N-L-alfa-aspartil-L-fenilalanina
1-metilester. É portanto um dipéptido sintético composto
pelos aminoácidos aspartato e fenilalanina.[4] Por esta razão,
produtos alimentares contendo aspartamo devem mostrar um aviso do tipo 'Contém
uma fonte de fenilalanina', pois a ingestão excessiva deste aminoácido
pode ser prejudicial em indíviduos com fenilcetonúria.
Estabilidade
O aspartamo é muito estável em ambientes secos, mas sofre degradação
em soluções aquosas, quando submetido a um calor prolongado.
O seu grau de degradação em solução aquosa depende
do pH, da temperatura, da actividade da água e da composição
do produto alimentar.
Só o a-aspartamo é que é doce, logo a degradação
tem como consequência a perda de doçura do produto alimentar.
O produto é assim rejeitado pelos consumidores.
Polêmica
Existe uma polêmica quanto aos seus possíveis efeitos maléficos
na saúde humana. Existem até hoje diversos estudos contraditórios
sobre a segurança no consumo de aspartamo. É considerado por
alguns uma neurotoxina (mata neurônios) e também como carcinogênico
(provoca câncer).
A Fundação Européia de Oncologia e Ciências do
Meio Ambiente B. Ramazzini, instalada em Bolonha, Itália, anunciou
que os resultados de um estudo feito com 1.800 ratos 'mostram pela primeira
vez que o aspartamo é um agente cancerígeno'.
'A substância é capaz de provocar linfomas e leucemia em ratos,
mesmo quando administrada em doses muito parecidas com a dose diária
admitida para o homem', diz o instituto em um comunicado.
'O estudo gera novas dúvidas sobre os vínculos em potencial
entre a exposição ao aspartamo e o câncer, embora confirme
a ausência de ligação entre o aspartamo e tumores cerebrais',
destacou a Agência Francesa de Segurança Sanitária dos
Alimentos (AFSSA).
'Estes resultados preliminares ainda devem ser confirmados antes que a Autoridade
Européia de Segurança Alimentar (EFSA) faça uma reavaliação
dos riscos ligados ao aspartame', diz o comunicado da AFSSA.
A EFSA divulgou a 4 de maio de 2006 um parecer sobre este estudo´. Este
considera que os resultados apresentados eram consistentes com a existência
de doença respiratória crônica na colônia de animais
usados para o teste, e que o nível de tumores apresentado não
pode ser considerado na sua totalidade, já que determinados tumores
eram compatíveis com efeitos a longo prazo de tratamentos administrados
aos animais.
Uma revisão de 2004 da literatura referente ao poder cancerígeno
de diferentes adoçantes refuta a perigosidade do aspartamo, ao comparar
diversos estudos científicos publicados nos últimos anos.
Magnuson, B. A. et al realizaram um estudo intitulado Aspartame: A Safety
Evaluation Based on Current Use Levels, Regulations, and Toxicological and
Epidemiological Studies e publicado a 8 de Setembro de 2007, na Critical Reviews
in Toxicology. Através de estudos toxicológicos e epidemiológicos,
ficou comprovada, mais uma vez, a segurança do aspartamo: 'não
há evidências que suportem uma associação entre
o aspartamo e o cancro', do mesmo modo que, 'não é suportada
a hipótese de que o consumo do aspartamo possa afectar o sistema nervoso
central, a aprendizagem ou o comportamento'
Anvisa, sobre o aspartame;
O aspartame é seguro?
Sim, existe consenso entre inúmeros comitês internacionais sobre
a segurança do aspartame.
O que acontece com o aspartame no nosso organismo?
Ele é metabolizado no trato gastro intestinal liberando dois aminoácidos,
o ácido aspártico e a fenilalanina, e metanol.
O ácido aspártico liberado pelo aspartame representa risco à
saúde?
Não. Doses de aspartame acima da dose diária recomendada resultam
em aumento pequeno de ácido aspártico no sangue, bem abaixo
de doses consideradas como prejudiciais à saúde.
Alimentos em geral podem conter ácido aspártico. Por exemplo,
um hambúrguer de 100 g pode conter até 40 vezes a quantidade
de ácido aspártico presente em uma lata de refrigerante (350
ml) adicionado de aspartame.
A fenilanina liberada pelo aspartame representa risco à saúde?
Não. Após uma dose única de aspartame equivalente a 20
latas de refrigerante com este adoçante, o nível de fenilalanina
no sangue permanece dentro da faixa normal , bem abaixo de níveis que
possam causar toxicidade. Mesmo para indivíduos com capacidade reduzida
de metabolizar a fenilanina (portadores heterozigotos de fenilcetonúria),
uma dose semelhante não eleva os níveis plasmáticos de
fenilanina a valores que possam ser considerados um risco à saúde.
O metanol liberado pelo aspartame representa
risco à saúde?
Existe alguma relação entre o consumo de aspartame
e esclerose múltipla, Lúpus sistêmico, mal de Alzheimer
ou aparecimento de tumor cerebral?
Não. Esclerose múltipla é uma doença causada por
muitos fatores, não existindo qualquer associação entre
sua ocorrência e o consumo de aspartame.
Também não existem evidências científicas associando
o aspartame com Lúpus sistêmico, mal de Alzheimer e ocorrência
de tumor cerebral.
O aspartame prejudica o diabético?
Não. Estimativas de ingestão de aspartame por diabéticos
indicam um consumo considerado seguro pela Organização Mundial
de Saúde (OMS).
Foram realizadas pesquisas para verificar o efeito do aspartame no organismo
humano?
Sim. Há inúmeros dados na literatura sobre ensaios clínicos
realizados em indivíduos normais, diabéticos e indivíduos
com problemas no metabolismo da fenilalanina, não tendo sido evidenciados
danos à saúde.
Qual a quantidade de adoçante a base de aspartame que pode ser ingerida
diariamente?
A quantidade máxima de aspartame que um adulto com 60 kg pode ingerir
diariamente, com segurança, é de 2.400 mg, o que equivale, aproximadamente,
ao consumo de 48 envelopes de 1 g de um adoçante dietético com
5% de aspartame, ou a 4 litros de refrigerante adoçado apenas com aspartame.
No caso de uma criança com 30 kg, as quantidades máximas correspondem
a 24 envelopes do mesmo adoçante ou a 2 litros de refrigerante.
FONTE: http://www.anvisa.gov.br/faqdinamica/index.asp?Secao=Usuario&usersecoes=28&userassunto=42